Pokémon Resurrection - Cap 03


22 horas antes do Cap 01

Centro Populoso de Oblivia

Lukas: Esse não é o nosso dia mesmo! Perdemos a segunda batalha seguida...

Gabriel: Não se desanime... Isso é só um treino para a batalha de ginásio! Estamos ganhando experiência! Muito importante para nossos conhecimentos...

Lukas: É você tem razão... Mudando de assunto... Tu viste aquele moleque esquisito hoje?

Gabriel: Pelo que lembre, não... Achei estranho... Sempre das caras por aqui nestas bandas...

Lukas: De repente ele entrou mais cedo no prédio... Estava a fim de investigá-lo!

Gabriel: Cara, nós só temos 16 anos! Ele já é um homem e nós somos garotos...

Lukas: ... Quase adultos!

Gabriel: É por aí!

Lukas: Está ouvindo este som?

Gabriel: Estou... Parecem-me vários aviões!

Jovem Treinador: Corram, corram é uma maldição! Fujam!

Lukas: Maldição?

Jovem Treinador: O outro lado foi bombardeado! As pessoas estão virando mortos-vivos! Se abriguem, os aviões já estão chegando! Todos por aqui, fujam!

Gabriel: Eu não vou arriscar Lukas!

Lukas: Então me siga! Sei onde podemos nos esconder!

Jovem Treinador: Tarde de mais! Meu deus vamos virar canibais! Meu deus, meu deus!

Rocket1: Na mira.

Rocket47: Na mira.

Rocket29: Na mira.

Rocket100: Na mira. Todos lancem as bombas.

Gabriel: Para aquele armazém, rápido!

Jovem treinador: Meu deus, meu deus!

Lukas: Meu deus, digo eu! Corra para lá seu idiota!

Rocket1: Alvo concluído.

Rocket47: Concluído.

Rocket29: Também.

Rocket100: Certo. Para o próximo ponto! Coloquem suas máscaras.

22h: 00 do dia atual – Continuação do Cap 02

Lukas: Vamos Gabriel, atira neles!

Gabriel: É pra já!

Jones: Quem?

Chegando de surpresa na casa, os jovens sobreviventes Lukas e Gabriel sacaram suas armas que provavelmente encontraram em sua caminhada até a casa e atiraram rápido, porém sem jeito nos zumbis. Mas este ato foi de grande ajuda para Jones. E como foi!

Jones: Muito Obrigado, jovens!

Lukas e Gabriel: Não tem de que! Seria melhor se aquele garoto tivesse aqui pra ajudar também...

Oliveira: Tá tudo bem aí, senhor?

Jones: Sim! Já estou descendo! Procurem algo para iluminar aí em baixo, enquanto isso.

Oliveira: Certo.

Jones: Podiam ter atirado com um pouco mais de calma. Quase me acertaram também!

Lukas: Digamos que não sabemos usar muito bem armas... Nunca nos acostumamos com essa ideia de armas serem vendidas e misturadas por aí no mundo Pokémon. É horrível!

Gabriel: Com certeza...

Jones: Quantos anos vocês tem?

Lukas: 16. O Gabriel faz 17 amanhã...

Jones: Então não são mais bebês...

Lukas: Eu disse Gabriel!

Gabriel: Sim, sim...

Jones: Querem se juntar a nós? Estamos caminhando para o abrigo no final do continente.

Lukas: Pode ser. Todo este saco é de armas e munição?

Jones: Sim. Vamos precisar mais até, acredite. Estamos a caminho agora de remédios para nosso companheiro e comida e bebida.

Gabriel: Entendo... Bem, podemos ir?

Jones: Lógico. Oliveira, Akira já acharam algo para iluminar ai em baixo?

Akira: Sim! Podem descer!

Jones: Bem rapazes, vamos! O último a descer fecha a portinha do porão.

Ao ser o último a descer, o jovem Lukas fechou o porão com tranqüilidade, parecendo tratar o apocalipse zumbi com muita calma...

Jones: Hiago, tudo certo?

Hiago: Tudo certo? Estou preferindo morrer e ir para o inferno! Isso seria melhor do que agüentar está dor!

Jones: Fique calmo, já vamos chegar a uma farmácia.

Akira: Deixa que eu leve ele nas costas, senhor!

Jones: Obrigado... Oliveira fique com os garotos, aliás, eles se chamam Lukas e Gabriel... Apresentações rápidas para não perdemos tempo.  Vocês todos me sigam, acho que sei como sair daqui.

Oliveira: Ok...

Foi uma caminhada longa naquele porão. Nada de alimentos, bebidas que tinham antes... Várias goteiras molhando nossos rostos sem parar... Até que foi bom para molhar um pouco a garganta... Paredes sujas, cheias de pó, com as paredes de madeira todas corroídas... E em alguns lugares víamos os corpos ensangüentados de alguns que provavelmente tentaram sobreviver ao ataque, porém acabarão se matando, para não virarem zumbis...

Jones: Hiago tem uma farmácia aqui por perto?

Hiago: Não... Só este hospital, aqui na frente...

Lukas: Tudo tão quieto...

Jones: Akira você vem comigo. Oliveira cuide do Hiago e tente parar mais o sangramento da perna dele... Lukas e Gabriel protejam o perímetro e cuidem das armas... Podem fazer isso?

Oliveira: Por mim, sim...

Lukas e Gabriel: Lógico!

Akira: Sim... Vou pegar umas granadas, munições e uma arma...

Jones: Ok...

A rua era, no entanto tranqüila... Nada de zumbis para matarmos, nada para se preocupar. Queria estar com os dois no hospital, lá sim deveria ser um lugar cheio de surpresas.

Jones: Akira vá para este lado do hospital, que eu vou para este.

Akira: Certo, Jones...

O lado leste não tinha nada de mais... Estava vazio... Quieto de mais... Todos os cantos que Akira procurava não achava os medicamentos certos para Hiago...  A única coisa estranha foi um ruído, em um lugar específico... Era uma sala trancada. Ele não teve coragem de entrar, então voltou para encontrar Jones.

Jones: Cadê estes remédios antiinflamatórios... Nem um pano, toalha acho neste lugar!

Também estava complicado encontrar algo na ala oeste. O hospital tava vazia, literalmente. Eu não entendo isso até hoje. Decidi voltar ao ponto de encontro e ver se Akira tinha encontrado algo.

Akira: Senhor! Não encontrei nada!

Jones: Nem eu... Olhou todos os cantos?

Akira: É... É... Sim.

Jones: Entendi. Mostre-me o lugar que não olhou. Tá ficando com medo deste continente, certo?

Akira: Lógico... Siga-me, irei te mostrar o quarto.

O lado leste também não era muito diferente do oeste... Poucas coisas, medicamentos... Mas nada de panos, toalhas, cortinas, os remédios que procurávamos... Eu já me preparava para ver Hiago morrer na frente de meus olhos...

Akira: É aqui...

Jones: Aqui? Este lugar não tem nada de mais!

Akira: Não tente abrir, está trancado.

Jones: Atira no vidro.

Akira: Ok...

Tiros rápidos e certeiros eram mesmo com o Akira.

Jones: Agora eu vou abrir pelo outro lado a porta. Deveria ter pensado um pouco, viu Akira.

Akira: Saiba que ainda estou com raiva de você. Não me venha com estas suas piadinhas.

Jones: Fazer o que...

Coloquei a mão do outro lado da porta, para abri-la por dentro. Ao encostar-se na maçaneta, senti algo estranho... Parecia uma espécie de líquido meloso... Algo grudento e mal cheiroso... Porém, decidi gira-la mesmo assim.

Akira: Deixa que eu vá. Me da cobertura!

Na Rua 34 com a Carvalho

Oliveira: Eles estão demorando muito...

Lukas: Deixa que eu vá lá ver!

Oliveira: Não! Devemos ficar aqui cuidando do ferido.

Gabriel: Aqui está muito tranqüilo...

Oliveira: Tá reclamando, é? Quero ver reclamar quando aparecer vários zumbis loucos para comer você. Duas crianças loucas são...

Lukas: Crianças?

Oliveira: São, crianças! Agora fiquem quietos e voltem a cuidar do perímetro!

Hospital Nacional Aaron, o quarto

Akira: Meu braço! Me larga diabo! Jones ajuda, ajuda!

Jones: Estou meio encrencado!

Silver: Achou que podia caminhar por aí, por nossas terras, general Jones?

Jones: Por favor, manda a fera soltar o braço de meu companheiro!

Silver: Está certo. Porém, primeiro me de suas armas...

Jones: Pegue, pegue! Agora o solte!

Akira: AHHHHH! Meu braço vai ser arrancado!

Silver: Senhores matem a fera e revistem o ‘’menino’’... Depois o prendam e este jovem aqui.

Jones: Jovem?

A fera foi morta rapidamente, sem dó... A Equipe Rocket não tinha mesmo piedade, por ninguém... Nem por pessoas, Pokémons, até essas criaturas que eles estavam comandando... O estranho é que este bicho não era um zumbi... Não sei o que era aquilo...

Jones: Vai fazer o que com a gente? De onde vocês vieram?

Silver: Muitas perguntas pro meu gosto.

Akira: Meu braço dói muito... Por favor, me ajuda! Dentro da sala tem remédios!

Silver: Dói muito? Então vou te ajudar para você não me perturbar!

Jones: O que você vai fazer?

Silver: Ajudar seu amigo. Meus soldados, por favor, cortem o braço do menino com o facão! Depois vamos nos mandar daqui com os prisioneiros!

Jones: Desgraçado, não! Você não vai fazer isso! Eu vou te matar! Me solta, me solta!

Akira: Não, não, não!

Foi terrível... Eu não acreditei no que vi! E o pior que eu não podia fazer nada. Estava algemado a porta. Não podia salvar meu amigo! Eu não estava agüentando ver mais um sofrer. Um dos piores momentos da minha vida.

Akira: AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH! Meu deus!

O braço dele no chão... O sangue escorrendo lentamente na sua camisa e correndo até os meus sapatos. Aquele cheiro de maldade e sofrimento por parte de meu soldado e amigo. Minha vontade de morrer ali, por não suportar mais ver amigos morrerem e sofrer.

Jones: Desgraçado! Eu vou ainda te matar! Vou te mandar para o inferno de primeira classe!

Silver: Quero ver como! Soldados tampem a boca deste infeliz e chamem um helicóptero para irmos embora daqui!

Soldados 90 e 91: Sim, senhor!

Na Rua 34 com a Carvalho

Oliveira: Eles estão em perigo! Agora é sério!

Lukas: Temos que ajudá-los!

Oliveira: Carreguem o Hiago e levem as armas! Sigam-me, rápido! Estou com um mau pressentimento!

Hospital Nacional Aaron, o quarto

Soldado 90: Helicóptero chamado, senhor!

Silver: Ok... Agora vamos esperar!

Oliveira: Parem de andar... Já estou vendo os criminosos... Eu pego eles! Fiquem aqui...

Soldado 91: Que barulho é esse?

Oliveira: Talvez no inferno você descubra!

Rapidamente atirei na cabeça dos dois soldados... Mas não deu tempo de eu atirar naquele tal de Silver...

Silver: Parado aí! Ou eu atiro na cabeça de seus amigos!

Oliveira: A—A—A—A-kira! Seu braço! Meu deus! Como pode fazer isso seu demente?

Silver: Não fui eu... Foram os homens que você matou!

Oliveira: Que crueldade!

Jones: O helicóptero dele chegou! Mate ele, não se importe com a gente!

Silver: Se atirar em mim, meus homens matão seus amigos!

Jones: Atira! Atira!

Não adiantou eu pedir. Oliveira recusou a ordem... E aquele canalha fugiu rapidinho... Pelo menos ele não nos capturou... Porém, Akira ficou em um estado crítico, que me culpo por isso até estes dias.

Oliveira: Desculpe-me...

Jones: Não eu me desculpo... Essa droga é tudo culpa minha! Tudo é minha culpa! O Hiago, o Terry, agora o Akira!

Akira: Não se preocu-pe—pe Jones... Não é culpa sua...

Oliveira: Garotos venham! Levem o Hiago até o quarto e evitem olhar pro chão! Isso é uma ordem!

Lukas e Gabriel: Está certo!

Oliveira: Eu solto vocês... Aqui estão as chaves!

Jones: Não vou agüentar este sentimento de culpa!

Oliveira: Você não tem culpa de nada, senhor!

Apesar do momento crítico, soltei os dois com tranqüilidade e tentei manter a calma... Fora que agora Akira estava à beira da loucura...

Akira: Me mata! Me mata!

Oliveira: Não!

Akira: Eu não vou agüentar ficar só com um braço! É uma tortura! Me mata!

Oliveira: Já disse que não! Não!

Akira: É terrível! Eu sinto que tenho braço e tento meche-lo... E não consigo! É péssimo! Mata-me logo!

Jones: Eu vou pegar os remédios para ajudar o Hiago...

Akira: Por favor, Oliveira... Faça!

Akira me deu a arma na mão... O momento mais complicado e marcante na minha vida no exército.
Oliveira: Jones feche a porta, por favor... Não deixe ninguém ver.

Jones: Faça o que é certo para você... Eu já não sei mais o que fazer!

Akira: Boa sorte, Oliveira. Que a coragem caminhe ao seu lado!

Oliveira: Vá com Deus.

Eu atirei... Atirei! As lágrimas correram pelo meu rosto durante 5 minutos... Matei um companheiro, um grande amigo acima de tudo... Não tenho mais palavras para descrever o que houve um pouco depois de ter feito a ação.

Oliveira: Isso não é humano. Não estamos sobre a proteção de Deus. Aqui é o inferno!

Continua no próximo episódio....

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